domingo, 13 de janeiro de 2013

Cilício

Quando minh'alma era mais imperfeita
e eu não sabia
renunciar ainda a essa ânsia insatisfeita
de cada dia
meu claustro era mais triste e mais estreita
a cela em que eu vivia!

Minha angústia era um ai! mais estridente...
Minha dor não vestia
a indumentária leve e transparente
dessa melancolia
com que, a meia voz, discretamente,
ela hoje se anuncia...

-Ah! O desejo é um vaso ardente
De inquietude e de agonia...

Silvino Olavo

Um comentário:

  1. Caro Evaldo,

    Oportuna e bem vinda a poesia pelo seu ineditismo. que o SOL da liberdade resplandeça sobre nós, e dias melhores para a cultura esperancense brotem deste inóspito chão.

    Att.

    Rau Ferreira
    Blog HE

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