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domingo, 1 de fevereiro de 2015

Opinião | Crise de Representatividade | 3EI*

2015........................................
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Enfim, a corrupção no Brasil começa a ser alvo de punição. Estamos evoluindo. Mas vem de longe a crise de representatividade por esta e por outras razões. *Três episódios ao longo de minha observação dos fatos locais trago para ilustrar.

Primeiro. Quando nossa Câmara Municipal voltou a ter nove vereadores depois de ter 11, por certo período, enquanto meus pares na política e no dia a dia criticavam a mudança em tom de que deveriam ser menos, eu defendia o aumento para 13. Eles argumentavam sob o sinal da crise: nada fazem, comem mole, são apenas intermediários entre o direito do cidadão negado historicamente pelos gestores para se passarem por salvadores da pátria e aprisionarem o eleitor como devedores de um ou mais favores. Eu, pragmaticamente, dizia que 13 aumentaria as chances de ampliar a representatividade e partidos pequenos elegerem representantes por ser o coeficiente eleitoral menor.

Voto vencido. O tempo passa e a lei permite os 13. E nós só elegeríamos um parlamentar no emaranhado das coligações e jogando pelas desregras vigentes, creio. Enquanto isso um ex-filiado se vangloriava de receber um “mensalinho”. Um vereador teve seu apoio na campanha e, ao invés de estabelecer assessorias técnicas para qualificar seu mandato, rateou-as entre seus cabos eleitorais. Nosso parlamentar nem isso fez.

Terceiro. Ontem, um camarada comentava de alguém querendo algo e usando um vereador como escudo. Na impossibilidade de saber quem era, tentamos listar um a um os atuas 13 parlamentares de Esperança nos seguintes termos: a presidenta, o da rádio, o marchante, o professor, o da gráfica, Amazan, o que trabalha na Almeida e Evandro, não nessa ordem e alguns nomes surgiram entre esses oito. E os outros cinco? Massabielly, Baba, o da família de Sandro Sintab... não terminamos a lista por força de outras obrigações.

Nesta terça estarei em Campina Grande por força de um curso. Mas recomendo que quem estiver lendo esse relato faça um esforço para ir à “Casa de Francisco Bezerra da Silva” na reabertura dos trabalhos, neste dia 03. Tentarei estar lá na quinta, dia 05. Afinal, essa crise também é culpa nossa.

Em tempo: ao contrário do que muitos pensam, nas voltas que o mundo dá, vi um deles, também do circuito dos marchantes, e, vendo a foto do 13º... eita... esqueci o filho de Cássia. E olha que praticamente todos eles estão entre meus amigos e conhecidos.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Opinião | Jornal A Cidade | Editorial*

Os Atores Secretos estão Temerosos

14AGO09 do Os atos secretos do Senado Federal, desvendados em parte, revelam que os príncipes da nação estão nus. Os senadores, herdeiros das benesses da monarquia, na implantação da república, estão na crista da onda da execração pública. Nunca a apropriação do Estado brasileiro esteve tão exposta. Nem mesmo no já quase esquecido episódio do Mensalão.

Na primeira eleição do presidente Lula, que medo era aquele que as elites políticas tentaram transferir para a população? Certamente não era medo de um sindicalista histórico, barbudo e rouco pelo permanente grito em defesa dos trabalhadores. Não era medo dos esquecidos comunistas, apresentados como papa-figos. O medo, a bem da verdade, era de que seus segredos mais íntimos viessem à tona.

Houve quem tentasse se aliar à tendência social-trabalhista, iniciada no governo FHC e que vem se consolidando no governo lula. Os sem história de oposição mudaram até de nome.

Se por um lado as mudanças são lentas e gradativas, os escândalos se sucedem. Se por outro lado o país vive a melhor fase da sua história, para os historicamente menos favorecidos, as velhas raposas se reinventam e estão à espreita, ou na periferia do poder, comendo pelas beiras.

Um ex-prefeito de Esperança, certa feita dizia que muitos segredos devem ir para o túmulo...

A esperança venceu o medo, mas muitos segredos a esperam temerosos.

PS.: Me espanta agora, 20/08/09, que o governo comandado pelo cara da cara de lobo, que se mostrou cordeiro, agora proteja os velhos lobos do mar. Eu não fiz essa opção.

*Quadro "Opinião do Dia"

Opinião do Dia 12/08/09 do Jornal A Cidade

O Estado dos homens e os Homens do Estado

É de conhecimento geral que os chamados cargos de confiança são, como a própria denominação demonstra, para serem ocupados por aliados da inteira confiança dos Homens do Estado. No entanto, enquadrar um auxiliar de serviços básicos nessa condição é no mínimo tratar a população por ignorante e ignorar a opinião pública.

Podemos Ler como contratação de cabo eleitoral, ou como compra antecipada de votos, quando Homens do Estado se Afirmam no direito de nomear pessoas para ocupar o lugar de outras no serviço público básico. Eles ignoram a recomendação do Tribunal de contas para a realização de concurso público para substituição legal.

O Estado dos Homens envolvidos nesse trem da tristeza de uns e da falsa alegria de outros é de se lamentar. Por um lado, há pais e filhos de famílias que se vendem ou se deixam comprar pelos vendilhões dos palácios. Por outro lado, há pais e filhos de famílias que se deixam levar pela temporária ilusão de poder. Mas eles não podem esconder o mal-estar de se trancar nos seus palacetes e só circular protegidos no fumê.

Aprisionados na teia de aranha em que se constitui o Estado, diga-se, governos municipais, estaduais e federal, os homens do Estado armam sua teia e, como moscas, muita gente se prende nessa trama.

Por ocasião da passagem de governo, aqui em Esperança, o então prefeito municipal, João Delfino, cumpriu a lei. Mais de cem servidores de cargos comissionados foram destituídos ou exonerados. Agora, depois de tomar posse por força da lei, atendendo a trama dos homens do poder, o governo José Maranhão, vem substituindo servidores de funções básicas.

Substituídos e substitutos, senão cabos eleitorais por antecipação, parecem moscas presas na teia do poder de homens que alimentam ódio e rancor para se manterem Homens do Estado em detrimento do Estado de tantos outros Homens e mulheres, que perdem sua única fonte de renda.

Opinião do Dia 10/08/09 do Jornal A Cidade

O cavalo, a moto e o burro

Vez por outra a notícia de morte de usuários de motos ocupa o obituário dos jornais, quando não, a página policial. Vez por outra, vemos pela cidade um usuário de cavalo como meio de transporte, não raro, demonstrando evidente estado de embriaguês. Para eles, não há teste de bafômetro. Raras vezes, vemos um jumento transportando alguém. Quando o vemos na cidade, serve ao transporte de pequenas cargas.

Semana passada (primeira de agosto), uma morte, há algum tempo o popular Zezão quase perde a vida. Animais nas estradas, irracionais no lugar errado. Seus donos, nunca se sabe. Humanos na hora errada. Seus destinos, nunca se sabe.

Agricultores, financiados ou não pelo governo, substituíram a montaria por motocicletas. Mototaxistas circulam sem qualquer controle. Se a moto, hoje, é fonte de renda, os riscos aumentam em igual proporção. Assalto à mão armada, fugas alucinadas, rachas e acidentes.

Em Areal, autoridade lamenta a ação dos bandidos nas estradas vacinais. Em Esperança, frequentemente noticiamos crimes sobre duas rodas ou por conta delas. Em toda a região, de estupro a homicídio culposo, passando por tiroteios.

Bons tempos aqueles em que um burrinho conduziu o Messias. Bons tempos aqueles em que se podia usar e lavar a égua sem causar perigo nem se por em perigo. Eram tempos de muitos burros, e alguns cavalos quando a conta custo-benefício dos motores da vida moderna não precisava ser refeita.

Capas | Fortuna Crítica de Augusto dos Anjos | GC*

1981........................................ ... SD Trabalho do esperancense *Gemy Cândido, específica, antes da obra dedicada a toda a lite...